Top se vai morrer pra caralho.
Half-Life 2 não é só um jogo. É uma daquelas experiências que te prendem do começo ao fim, sem precisar de muito barulho. Desde o momento que o G-Man aparece naquela introdução esquisita até o final, você sente que algo grande está acontecendo, mesmo sem entender tudo de cara. O jogo nunca joga uma cutscene de 10 minutos na sua cara. Em vez disso, ele te coloca no meio do caos e deixa você entender tudo aos poucos, prestando atenção no que acontece ao redor. Isso faz com que você se sinta parte daquele mundo. O Gordon Freeman é mudo, mas isso funciona a favor do jogo. Você é o Gordon. Tudo o que acontece, todas as reações dos personagens, é como se estivessem respondendo diretamente a você. E o G-Man? Ele é aquele tipo de personagem que aparece pouco, fala devagar, mas toda vez que surge, você sente que tem algo errado... no bom sentido. Ele deixa um clima de mistério no ar até hoje. Na época em que lançou, Half-Life 2 era simplesmente revolucionário. E até hoje, continua sendo divertido. A física do jogo é usada de forma genial. O Gravity Gun, por exemplo, transforma qualquer objeto do cenário em arma e isso não é só legal, é simplesmente PERFEITO!!! Half-Life 2 é um jogo que não subestima o jogador. Ele te joga num mundo quebrado, te dá um pé de cabra e diz: "Vai." E você vai. Porque cada pedaço da jornada vale a pena. Mesmo anos depois, ele continua atual. Não só pela gameplay, mas pelo jeito como trata a história, a opressão, a resistência, e como faz você pensar: "O homem certo no lugar errado pode fazer toda a diferença no mundo."