Tenho 25 anos e hoje joguei esse jogo… não imaginava que algo tão simples pudesse mexer tanto comigo. Enquanto jogava, lembrei do meu irmão que perdi quando éramos crianças. Era ele quem sempre me chamava para jogar, quem me ensinava os truques e ria das minhas derrotas. Esse jogo trouxe de volta aquela sensação de estar ao lado dele, como se por alguns minutos a gente tivesse se reencontrado. Não é só um jogo, é uma lembrança viva que carrego comigo.
Half-Life 2 é simplesmente incrível. Os gráficos, mesmo sendo de 2004, ainda seguram bem e não chegam a ser tão datados quanto outros jogos da época. Claro, você percebe que é um jogo mais antigo, mas para o que ele entrega, é muito avançado para seu tempo. E o melhor: por ser de 2004, praticamente qualquer PC consegue rodar. A história é excelente, realmente prende a atenção do começo ao fim. O mapa, a ambientação e a vibe dos cenários passam muito bem a sensação que o jogo quer transmitir. A jogabilidade também é ótima, principalmente se considerar que, naquela época, ainda não existia um padrão bem estabelecido como hoje para jogos em primeira pessoa. Mesmo assim, Half-Life 2 já entregava algo polido e divertido de jogar. Os personagens são muito bons, dá vontade de acompanhar cada detalhe. As armas, a física (tiros, explosões, objetos interagindo) e até os puzzles tornam a experiência única. Talvez alguns NPCs pareçam meio simples nos combates, mas nada que atrapalhe a diversão. O único ponto decepcionante é que o jogo acaba de forma abrupta, sem dar muitas respostas — principalmente porque nunca teve uma continuação direta. Mas, mesmo assim, é um jogo que vale totalmente a pena.