Conheci esse jogo pois vi na internet o teste do Left for Dead 1 em uma placa de vídeo que pretendia comprar (HD4470 da finada ATI Radeon). Sem nenhuma indicação, resolvei comprar o jogo sucessor, o Left for Dead 2. É muito divertido e realmente me fez continuar comprando jogos desde então na STEAM. Foi o primeiro jogo que adquiri na época. Realmente foi o primeiro contato com um jogo com gráficos superiores e que não travavam meu PC. Isso lá por 2012. Então ver que realmente dá para simular gráficos de cenário, pessoas com a leveza que o L4D2 faz me deixou muito surpreso com esse jogo. Agora, a parte boa são os sustos toda a hora. Divirto-me muito, os monstros cuspidores, os das garras, as bruxas. Dependendo da dificuldade vai ficando mais duro chegar até o fim dos cenários. As vezes, você fica sozinho bem no fim da saga e tem de se virar um capítulo inteiro. É incrível como a Valve conseguiu com tanto pouco criar um jogo bacana, com uma história tão bizarra como essa de zumbis e monstros.
Half-Life 2 é mais do que tiro, puzzle e física avançada. É uma reflexão disfarçada de jogo. Gordon Freeman nunca fala, mas diz muito. Ele é o símbolo do sujeito moderno: jogado num mundo quebrado, onde a ordem serve só pra oprimir, e mesmo assim ele segue, calado, fazendo o que precisa ser feito. A Cidade 17 é o retrato de uma distopia realista. Não é só ficção científica... é crítica social. É sobre controle, medo, e como até a tecnologia pode ser usada pra desumanizar. Mas o jogo mostra também que até num lugar assim, ainda dá pra resistir. Às vezes com uma arma, às vezes só com uma alavanca ou um objeto puxado com a gravity gun. Não existem escolhas explícitas no jogo, mas a própria jornada de Freeman já é um ato de liberdade. Sem precisar falar uma palavra, ele nos lembra que resistir também é um jeito de existir. E que até no silêncio, dá pra gritar.