Não tem jeito: curto demais esse jogo. Mesmo depois de tantos anos, esse jogo continua incrível. Fácil de aprender, perfeito pra jogar com amigos e com uma rejogabilidade absurda. Eu jogo isso daqui desde o Xbox 360, mas como fiquei anos sem ter PC - e como hoje a comunidade do 360 morreu -, fiquei anos sem jogar Um dos bagulho mais dahora é que não precisa ser “pro player” de FPS pra curtir — os controles são simples, as mecânicas são diretas, e a diversão começa já na primeira partida. Não tem ranked, não tem competitivo; o negócio é ligar, jogar com os amigos e se divertir - sem estresse. O fator coop é a parada mais legal: jogar com amigos é sempre uma bagunça do caralho. Cada campanha parece um filme de apocalipse zumbi diferente, e o jogo muda a dificuldade porque tu ta sempre enfrentando jogadores melhores ou piores, o que deixa tudo mais frenético e absurdo. Outro ponto muito positivo: roda em qualquer PC. Mesmo computadores mais fracos aguentam de boa, o que é ótimo pra reunir a galera sem se preocupar com configuração. Recomendo demais. É incrível pra jogar com os amigos e vale a pena demais - principalmente por ser barato e rodar em qualquer PC.
Half-Life 2 é mais do que tiro, puzzle e física avançada. É uma reflexão disfarçada de jogo. Gordon Freeman nunca fala, mas diz muito. Ele é o símbolo do sujeito moderno: jogado num mundo quebrado, onde a ordem serve só pra oprimir, e mesmo assim ele segue, calado, fazendo o que precisa ser feito. A Cidade 17 é o retrato de uma distopia realista. Não é só ficção científica... é crítica social. É sobre controle, medo, e como até a tecnologia pode ser usada pra desumanizar. Mas o jogo mostra também que até num lugar assim, ainda dá pra resistir. Às vezes com uma arma, às vezes só com uma alavanca ou um objeto puxado com a gravity gun. Não existem escolhas explícitas no jogo, mas a própria jornada de Freeman já é um ato de liberdade. Sem precisar falar uma palavra, ele nos lembra que resistir também é um jeito de existir. E que até no silêncio, dá pra gritar.