O jogo realmente é muito bom, mas não é pra mim. Achei os mapas muito repetitivos e a historia principal não achei grande coisa. Tu fica horas fugindo de guardas, depois varias horas só andando com um tipo de moto e tendo que passar por varios obstaculos, confesso que ja estava quase abandonando o jogo nessa parte. Por ultimo eu estava em uma cidade infestadas de "zombies", foi nessa parte que abandonei o jogo pq estava muito parecido com resident evil (nunca curti muito esses jogos) Talvez pra sua época ele possa ter sido um bom jogo, mas pros dias atuais ele é mediano.
Half-Life 2 é mais do que tiro, puzzle e física avançada. É uma reflexão disfarçada de jogo. Gordon Freeman nunca fala, mas diz muito. Ele é o símbolo do sujeito moderno: jogado num mundo quebrado, onde a ordem serve só pra oprimir, e mesmo assim ele segue, calado, fazendo o que precisa ser feito. A Cidade 17 é o retrato de uma distopia realista. Não é só ficção científica... é crítica social. É sobre controle, medo, e como até a tecnologia pode ser usada pra desumanizar. Mas o jogo mostra também que até num lugar assim, ainda dá pra resistir. Às vezes com uma arma, às vezes só com uma alavanca ou um objeto puxado com a gravity gun. Não existem escolhas explícitas no jogo, mas a própria jornada de Freeman já é um ato de liberdade. Sem precisar falar uma palavra, ele nos lembra que resistir também é um jeito de existir. E que até no silêncio, dá pra gritar.